VARANDRA

Traduções

Especializadas

O Início da VARANDRA

Uma tarde de janeiro em Luleå, Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Tarde de janeiro, Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Navio quebra-gelo ancorado.  Luleå, Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Antes de passear, enxergar! Luleå, Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Tardes de janeiro.  Luleå, Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Em 1990, eu já ia acumulando alguma experiência como tradutora free-lancer em inglês e alemão quando conheci a Suécia, país em que minha estadia seria apenas temporária, por não mais do que alguns meses. Vi-me encantada com o lugar, com as pessoas e com o idioma já na chegada à capital, Estocolmo. O destino final na Suécia, todavia, seria cerca de 1.200 km ao norte e a região me encantou mais ainda: Norrbotten, na cidade de Luleå.

Quanto mais eu andava pela cidade, convivia com as pessoas, mais eu queria vivenciar do momento cultural de estar ali. Num lugar em que a maioria das pessoas fala inglês muito bem, nem mesmo seria necessário aprender o idioma local. Imediatamente percebi que eu listava motivos para não ter o trabalho de aprender sueco, como se eu lutasse comigo mesma para não fazer algo que eu, no fundo, já queria.

A estadia se prolongaria por mais alguns meses. Foi quando eu comecei a sentir que pessoas tão espetaculares quanto aquelas que conhecemos de um país espetacular em que o multiculturalismo é tão apreciado e valorizado faziam aumentar meus laços de ternura pela região. E a partir deste momento, não mais bastava interagir em inglês. Por mais que eu trouxesse cristais ou velas como lembranças daquele tempo na Suécia, havia algo ainda mais sueco que seria a maior das lembranças afetivas e que eu tinha que ser capaz de trazer ao máximo dentro de mim ao final da temporada: o idioma sueco!

Meses antes de voltar para o Brasil, eu estava vivendo a Suécia em sueco! Uma palavra sueca me encantava mais que outras: “varandra” que significa ‘um ao outro’. A essa altura, eu já achava lindo ler as legendas e closed caption em sueco nos filmes: “de kramar varandra” (eles se abraçam). Noventa e nove por cento do volume de tradução é de ou para inglês. Mesmo assim, o nome de minha futura empresa de tradução já estava em meu coração antes mesmo de voltar!